Confiança: palavra de ordem no futebol
Quem acompanha futebol sabe que até os melhores jogadores do mundo passam por fases boas e ruins, algumas nem tão ruins assim, claro, mas as variações existem. Pensando nisso, tentei elaborar um texto que conseguisse desvendar os motivos que influenciam no desempenho de um jogador e cheguei a conclusão que muitas são as razões para uma boa ou ruim atuação. (E,lógico, não conseguirei falar de todos aqui).
Problemas físicos, técnicos, táticos, de entrosamento, de saúde e até psicológicos assumem influência na apresentação de um jogador.Lógico que todos esses fatores são importantes, mas a questão psicológica se destaca dos demais, pelo fato de ser imprescindível para uma boa apresentação. Um atleta desmotivado, vaiado e sem confiança nunca vai conseguir desempenhar bem a sua função, mesmo que não tenha nenhum dos outros problemas. E é, justamente por isso, que eu trago a palavra confiança.
Aplicando essa "teoria"à prática, posso usar alguns exemplos do futebol soteropolitano. No caso do Bahia, muitos são os atletas que podem servir como base para essa afirmação. O atacante Jones Carioca é o mais recente espelho disso. Com uma péssima passagem na disputa do Campeonato Brasileiro de 2011, o jogador foi bastante criticado pela torcida e até pelos treinadores que passaram pelo clube e acabou perdendo espaço no elenco. Testado e sob confiança do técnico Jorginho, o atleta deslanchou e mostrou um bom futebol. Mas como isso é possível?
Para tentar responder a essa pergunta, vou falar novamente da confiança. E essa "teoria" tanto funciona que Jones teve uma atuação muito boa contra o Sport, nesta quarta-feira (12), depois de receber o apoio do torcedor no jogo contra o Vasco, quando marcou dois gols. E os exemplos não param por aí, foi assim com o próprio Souza, artilheiro do tricolor, que sofreu duras críticas da torcida no ano passado. Além dele, Dodô, Marcos, Ávine, Hélder, Diones, Zé Roberto e até Fabinho passaram pela mesma situação. No Vitória, não é diferente: Nino Paraíba, Uelliton, Victor Ramos, Pedro Ken, Marquinhos e até os finados Neto Coruja e Neto Baiano.
Não quero com isso, justificar as atuações ruins de alguns jogadores, quero apenas deixar claro que a torcida é mais um jogador em campo. A confiança vem dos próprios atletas, mas, principalmente da gente. Por isso, é importante que cada jogador tenha conciência de seu papel, não apenas como espectador, mas como parte do time. Podemos e devemos apoiar nossos clubes, assim como temos o direito de protestar quando as coisas não estiverem bem.
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