Afinal, qual o papel da imprensa esportiva?
Hoje fiquei sabendo de uma notícia de que me deixou um tanto quanto triste, principalmente, no que diz respeito aos rumos da imprensa esportiva aqui em Salvador. Assim como já está acontecendo no Bahia, o Vitória decidiu impor algumas mudanças que vão restringir o acesso da imprensa na Toca do Leão.
A partir de agora, os jornalistas só terão acesso ao Centro de Treinamento (CT), quando os atletas já estiverem dentro de campo, com o treino iniciado. Isso não só dificulta o trabalho da imprensa, como limita as informações que serão passadas para os torcedores.
No Vitória, a justificativa para a mudança foi uma entrevista exclusiva, realizada por um jornalista, sem a autorização da assessoria. Aí eu me pergunto, e a culpa é de quem? Primeiro que o próprio jogador que concedeu a entrevista deve ter noção que precisa da autorização do setor para falar. Tudo bem que o colega meteu os pés pelas mãos, mas aí todos os outros jornalistas, que sempre cumpriram as determinações da assessoria, precisam ser punidos?
Não que eu não esteja olhando o lado da assessoria, mas só acho que o papel do setor de comunicação de um clube é também "proteger" os jogadores, mas, sobretudo, criar um canal aberto de contato com a imprensa, até porque, essa não é uma questão apenas do interesse dos jornalistas, mas do público que consome esse tipo de informação e que não é pouco em nossa cidade.
A seguir, vou reproduzir o texto com a determinação do clube, que publiquei na tarde desta segunda-feira (17), no Metro1:
Seguindo a mesma linha da assessoria de imprensa do Bahia, o Vitória decidiu adotar normas que restringem o acesso da imprensa na Toca do Leão. Assim como está acontecendo no Centro de Treinamento (CT) do tricolor, os jornalistas só poderão entrar CT quando os jogadores já estiverem dentro de campo.
De acordo com o site BocãoNews, a medida foi tomada depois que um jornalista fez uma entrevista exclusiva sem a liberação da assessoria do clube. Segundo o setor de comunicação, o objetivo da mudança é preservar os jogadores da equipe.
No Bahia, a mesma mudança aconteceu no dia 27 de agosto e, desde então, os profissionais da imprensa só entram no Fazendão depois do início das atividades do time. Além disso, a assessoria do clube reduziu o número de jogadores que concederão entrevista coletiva após o treino. Atualmente, apenas um atleta é entrevistado por dia.
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